Beleza negra - 6º ANO
Capítulo 1
– O nascimento de Beleza Negra
Beleza Negra nasceu em uma fazenda bonita e tranquila. O lugar tinha árvores, riachos e muito espaço para correr. Sua mãe era uma égua carinhosa que o ensinou desde cedo a obedecer e a ser educado. O fazendeiro e os empregados cuidavam bem dos animais e sempre tratavam Beleza Negra com carinho. Ele cresceu forte, saudável e cheio de energia.
Com o tempo, Beleza Negra aprendeu a
carregar pessoas e a responder aos comandos de seu dono. Gostava de sentir o
vento no rosto quando galopava pelos campos. Tudo em sua vida era paz e
alegria. Ele se sentia amado e protegido, sem imaginar que o mundo fora da
fazenda poderia ser tão diferente e difícil.
Capítulo 2 – Um bom dono
Quando ficou adulto, Beleza Negra foi vendido para um homem gentil chamado senhor Gordon. Lá, começou a trabalhar puxando carruagens. Era um trabalho importante, mas o senhor Gordon o tratava com respeito. Sempre dava comida boa e permitia que os cavalos descansassem. Beleza Negra se sentia feliz e orgulhoso de servir um bom homem.
Na nova casa, ele conheceu Ginger, uma
égua forte, mas desconfiada, e Merrylegs, um cavalo pequeno e alegre. Os três
se tornaram amigos e passavam o tempo juntos no estábulo. Ginger contava
histórias tristes de quando fora maltratada, e Merrylegs tentava animar todos
com seu jeito brincalhão. Beleza Negra aprendeu com eles que nem todos os
animais tinham a mesma sorte que ele.
Capítulo 3
– As histórias de Ginger
Ginger tinha muitas marcas do passado. Ela contou a Beleza Negra que seus antigos donos batiam nela e a faziam usar rédeas muito apertadas, que machucavam sua boca. Por isso, às vezes, ela era brava e não confiava em ninguém. Beleza Negra ficou muito comovido com o que ouviu e percebeu que os humanos podiam ser tanto bons quanto cruéis.
Com o tempo, Ginger e Beleza Negra se
tornaram grandes amigos. Ele tentava confortá-la e mostrar que ainda existiam
pessoas gentis. Os dois trabalhavam juntos puxando carruagens e, mesmo
cansados, sentiam-se mais fortes por terem um ao outro. A amizade entre eles
nasceu da dor, mas também da esperança de uma vida melhor.
Capítulo 4 – O acidente
Certo dia, enquanto puxava a carruagem do senhor Gordon, Beleza Negra ouviu um barulho forte e se assustou. Mesmo tentando obedecer, ele tropeçou e caiu, machucando as pernas. Foi um momento de muito medo e dor. O senhor Gordon ficou preocupado e o tratou com cuidado, mas percebeu que Beleza Negra não poderia mais trabalhar como antes.
Com o coração apertado, o dono decidiu
vendê-lo. Beleza Negra foi levado para longe da fazenda e dos amigos. Pela
primeira vez, sentiu o que era perder o lar. Ele não sabia o que o esperava,
mas tinha esperança de encontrar pessoas boas novamente.
Capítulo 5 – A vida difícil
Na nova cidade, Beleza Negra começou a puxar carruagens nas ruas de Londres. O trabalho era pesado e as pessoas, apressadas. Os barulhos, a fumaça e as pedras da rua o deixavam assustado. Muitas vezes, os donos batiam nele quando ele se cansava, sem entender que ele só precisava descansar. Era uma vida dura, sem carinho nem alegria.
Mesmo ferido e exausto, Beleza Negra
nunca perdeu a bondade. Ele continuava obediente e paciente, lembrando-se dos
tempos em que fora bem tratado. Sonhava com o campo verde, com o ar puro e com
a liberdade. Cada dia parecia mais longo que o outro, e ele só queria encontrar
alguém que o amasse de novo.
Capítulo 6 – Um novo amigo
Depois de muito sofrimento, Beleza Negra foi vendido a um homem simples e bondoso. Esse novo dono percebeu que o cavalo estava doente e cansado, então o alimentou bem e o deixou descansar. Com o tempo, Beleza Negra começou a se recuperar. Suas feridas cicatrizaram e ele voltou a andar com força e alegria.
O homem falava com ele com voz calma e
nunca usava o chicote. Pela primeira vez em muito tempo, Beleza Negra sentiu
paz. Voltou a confiar nos humanos e até a brincar no campo. Era como se tivesse
renascido, pronto para viver uma nova fase da vida.
Capítulo 7 – O merecido descanso
Um dia, uma família reconheceu Beleza Negra. Eram pessoas que o haviam conhecido em seus tempos felizes. Elas decidiram comprá-lo e levá-lo de volta para o campo. Lá, ele podia correr livre, sentir o sol e o vento, e descansar sem medo. O lugar era calmo e cheio de árvores, como o da sua infância.
Beleza Negra passou o resto da vida
cercado de carinho. Já não precisava trabalhar nem sofrer. Era tratado como um
amigo, e não como um objeto. Depois de tantos anos de dor e luta, o cavalo
finalmente teve o que merecia: uma vida em paz, cheia de amor e liberdade.